Meio Ambiente

Cientistas encontram 1,5 milhão de pinguins – 06/03/2018 – Ambiente

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Os cientistas descobriram mais de 1,5 milhão de pinguins-de-adélia (Pygoscelis adeliae) em um arquipélago remoto da Antártida. O estudo publicado na última sexta (2), pediu medidas para proteger essas colônias.

“Nosso estudo revela que as Ilhas Danger abrigam 751.527 casais de pinguins-de-adélia”, dizem os autores no periódico Scientific Reports.

Até agora, os cientistas sabiam que os pinguins-de-adélia, com sua barriga branca, cabeça preta e os olhos rodeados de pequenas manchas brancas, estavam instalados em pelo menos umas das nove ilhotas desse arquipélago do mar de Weddell, ao leste da Península Antártica.

Um censo havia contabilizado entre 285.000 e 305.000 ninhos em 1996/1997.

O novo mapeamento foi feito por satélite, graças ao programa Landsat, da Nasa.

Aproveitando uma abertura incomum das geleiras que isolam a região, uma expedição de cientistas chegou ao local em dezembro de 2015 para confirmar a descoberta.

Com a ajuda de drones, fotografias e contagem manual de ninhos e de pinguins, foi feita a contagem: 751.527 casais de pinguins-de-adélia, mais do que no restante da Península Antártica.

As ilhotas abrigam duas das quatro colônias mais importantes do mundo.

O grupo analisou também velhas imagens aéreas, algumas até em preto e branco, de 1957. “Sempre estiveram ali”, disse o autor do estudo Tom Hart, de Oxford. Instalada ao redor da Antártida, a população das aves está há 30 anos em aumento, relata a União Internacional para a Conservação da Natureza.

Alguns estudos observaram, porém, um declínio de certas colônias, sobretudo, ao oeste da Península Antártica.

Os especialistas se preocupam, em particular, com a pesca de kril, um pequeno crustáceo que é a base da alimentação de várias espécies de pinguins. “Agora que sabemos que esse pequeno grupo de ilhas é tão importante, podemos tentar protegê-la da pesca”, defendeu a pesquisadora Heather Lynch.

Uma solução seria tornar a região uma área marinha protegida. O assunto agora está nas mãos dos Estados-membros da Comissão para a Conservação da Fauna e da Flora Marinhas da Antártida.

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