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Guatemala aprova estado de calamidade em área afetada por vulcão

Guatemala decreta estado de calamidade após erupção do Vulcão de Fogo

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O estado de emergência terá prazo de 30 dias, após a erupção do Vulcão de Fogo no último domingo (3) que deixou pelo menos 69 mortos

Por
EFE

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5 jun 2018, 10h01

Cidade da Guatemala – O Congresso da Guatemala ratificou nesta segunda-feira com 112 votos a favor de 158 possíveis o acordo governativo solicitado pelo presidente Jimmy Morales para decretar estado de calamidade nos departamentos de Sacatepéquez, Chimaltenango e Escuintla, afetados pela erupção do Vulcão de Fogo.

Apenas nove parlamentares se opuseram ao decreto legislativo 14-2018 solicitado pelo Executivo, a fim de obter disponibilidade financeira para responder à tragédia da erupção vulcânica, que já causou cerca de 69 mortes, segundo os últimos dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Ciência Legista.

O estado de calamidade foi justificado pelos deputados devido às perdas humanas e à afetação “à produtividade e ao desenvolvimento humano” pela passagem do fluxo piroclástico – fumaça e areia com lava – nas comunidades situadas próximas ao vulcão e à necessidade de “devolver a saúde e a educação” ao povo da Guatemala.

Tal estado de emergência, que entrará em vigor hoje, contará com um prazo de 30 dias, segundo o estipulado pelos deputados e permitirá a aquisição de bens e serviços, além da supervisão de obras, motivo pelo qual o Executivo deverá enviar um relatório circunstanciado ao parlamento, e cujos despesas serão fiscalizadas pela Controladoria Geral de Contas.

Além disso, o Legislativo outorgou um fundo de atenção para crianças órfãs e aos afetados por queimaduras, por um montante de 10 milhões de quetzals (US$ 1,33 milhão) disponíveis para a Procuradoria Geral da Nação e a Secretaria de Bem-Estar Social da Presidência.

Por sua vez, o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia afirmou hoje no começo da manhã que o vulcão está voltando à sua normalidade, mas advertiu que as fendas de até 80 metros de profundidade estão cheias de material vulcânico.

O organismo também alertou que as chuvas são o principal risco neste momento porque podem causar lahares de fluxo piroclástico.

Embora a atividade do vulcão tenha diminuído não se descarta uma nova erupção, segundo disse o secretário da Coordenadoria Nacional para Redução de Desastres, Sergio García Cabañas, que acrescentou que não se sabe quantos mortos podem haver debaixo das toneladas de cinza.

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