Desastres Naturais

São Paulo tem US$ 6,5 bilhões do seu PIB vulnerável a catástrofes

Céu carregado de nuvens, visto do alto de um prédio na região da avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira (03)

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Índice CityRisk, da Lloyd’s de Londres, analisou 279 cidades ao redor do mundo em relação a 22 ameaças humanas e ambientais

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6 jun 2018, 11h07 – Publicado em 6 jun 2018, 06h30

São Paulo – A cidade de São Paulo tem cerca de US$ 6,5 bilhões (ou R$ 24 bilhões) do seu Produto Interno Bruto (PIB) vulnerável a catástrofes.

A conta é do Índice CityRisk, feito pela empresa de seguros Lloyd’s de Londres, que analisou 279 cidades ao redor do mundo em relação a 22 ameaças.

Elas são de 5 categorias: finanças, economia e comércio; geopolítica e segurança; saúde e humanidade; catástrofes naturais e climáticas; e tecnologia e espaço.

“O primeiro passo em qualquer processo de gerenciamento de risco é estar sempre atento aos riscos em potencial”, escreve Marco Castro, presidente da Lloyd’s Brasil, em e-mail para EXAME.

Também foi considerado o nível de resiliência que cada cidade apresenta baseado em fatores como governança, coesão social, acesso a capital e o estado da sua infraestrutura.

Nas 31 cidades da América Latina analisadas, a conta de conflitos civis e distúrbios sociais sai mais alta do que a de inundações e tempestades.

65% do valor em risco na região vem de ameaças humanas enquanto 35% vem de ameaças naturais.

“Na medida em que o continente amplia seu poder econômico global, a necessidade de abordar a questão de desigualdade de riqueza se torna mais urgente. O desafio será alcançar isso sem aumenta ainda mais a dívida – o índice mostra que o risco de calote na dívida soberana representa uma ameaça para as economias de vários países latino-americanos”, diz o relatório.

São Paulo é a 13ª cidade do ranking com maior perda potencial. Os US$ 6,5 bilhões incluem risco de quebra dos mercados (US$ 2,98 bilhões), conflito civil (US$ 830 milhões), calote na dívida soberana (US$ 820 milhões), inundações (US$ 590 milhões), pandemias (US$ 456 milhões) e choque no preço de commodities (US$ 162 milhões).

O perfil é considerado similar ao da Cidade do México “com pobreza e cartéis de drogas levando a perdas por meio de distúrbios civis. Não é, no entanto, o risco de terremotos, vulcões ou tempestades tropicais”, diz o relatório.

Já o Rio de Janeiro ficou em 56º lugar mundial, com US$ 2,72 bilhões (ou R$ 10,3 bilhões) do seu PIB vulneráveis.

Isto inclui riscos de quebra dos mercados (US$ 1,28 bilhão), calote na dívida soberana (US$ 347 milhões), inundações (US$ 198 milhões), seca (US$ 82 milhões) e choque no preço de commodities (US$ 70 milhões).

Castro destaca que a ameaça cibernética é relativamente pouco relevante para São Paulo e Rio na comparação com outras cidades de outros continentes:

“Mas com o crescimento do comércio digital este panorama pode se modificar, significando que governos latino americanos tem uma oportunidade de construir hoje economias digitais resilientes para o futuro”.

Todas as cidades brasileiras analisadas tem resiliência “moderada” e a principal recomendação do relatório para melhorar este dado é investir em infraestrutura.

Segundo Castro, cerca de metade do PIB em Risco pode ser reduzido por esforços humanos e “aumentar a prosperidade é provavelmente a cura mais efetiva no longo prazo para os distúrbios civis e sociais.”

Mundo

O número total de PIB em risco em todas as cidades analisadas ficou um pouco acima de meio trilhão de dólares.

As cidades com maiores perdas absolutas seriam Tóquio, no Japão (US$ 24,3 bilhões), Nova York (US$ 14,3 bilhões) e Manila, nas Filipinas (US$ 13,27 bilhões).

Globalmente, as maiores ameaças são, na ordem, uma quebra dos mercados (US$ 103,3 bilhões em perdas), conflitos entre estados (US$ 80 bilhões) e tempestades tropicais (US$ 62,5 bilhões).

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